segunda-feira, 7 de dezembro de 2015







REFLEXÃO


NATAL



Que tal três presentes?
Nesta época de final de ano alguns sentimentos especiais alimentam nossa vida diária. E esses sentimentos podem se traduzir em três verdadeiros presentes, ocorrendo conforme o nível de compreensão e de consciência de cada ser humano.
O primeiro presente: é a expectativa pelos próprios presentes físicos e pelas festas de Natal. Intenção de presentear os entes queridos e esperança de por eles ser homenageado. As crianças sonham com o brinquedo novo e da moda; os adultos almejam a chamada “lembrancinha”, sinal de que somos importantes para alguém. Apesar dessa nobre intenção, este primeiro presente, digamos mais comum e materialista, embute o perigo do consumismo, da bajulação do ego e da ostentação.
O segundo presente: é o do Natal Histórico!
Aqui no ocidente na data de 25/12. lembramos do nascimento de Jesus, o Salvador, o Jesus da Galileia, foi um dos grandes Mestres da Humanidade que conquistaram um grau evolutivo e um nível de Sacrifício que o colocam como Cristhos, o Enviado ou o Bom, literalmente do grego antigo. Louvamos o Cristo Jesus, mas sabemos que antes dele muitos outros construíram em si, com muito trabalho e esforço consciente pela humanidade, o princípio cósmico do Cristo Íntimo. Na Pérsia tivemos Ormuz; na Índia, Krishna; no Egito, Osíris; na China, Fo-ji; entre os Astecas manifestou-se Quetzalcoatl; para os Maias a divindade enviou Kukulcan; entre os Incas tivemos Tunupa.
E tantos outros Filhos do Homem se tornaram Filhos de Deus através da Chama Sagrada e do Amor Universal. Portanto, cabe a todo aquele que busca o conhecimento deixado por aqueles que já viveram nestas TERRAS, deixaram vasto registros onde o estudo da realidade histórica desses Enviados, podemos agradecer-lhes por hoje estarmos aqui, os quais, não por acaso, sempre ocorrem no final do ano, na data do Solstício de Inverno no hemisfério norte – quando as noites são mais longas e frias, perto de 25 de dezembro.
O terceiro presente: é o mais interior e profundo! Ele não tem mais caixas e nem papéis, nem laços e proteções… Trata-se do mistério do Cristo Íntimo que cada homem e cada mulher levam em seu coração, mesmo sem saberem. Esta semente divina que todos trazemos dentro, isso que os gnósticos denominam Atman e os budistas chamam de Budhata ou semente de alma os espíritas chamam de espírito.
É a oportunidade que nos voltarmos ao nosso interior e repensarmos!
Portanto, neste Natal temos três presentes a dar, a ganhar e a abrir: os mais afastados da espiritualidade que curtam seus presentes físicos junto à família e aos amigos; os religiosos que rendam culto ao Cristo ou Salvador de sua religião; e os mais espiritualizados que abram seus três presentes, deixando por último o melhor de todos: reconhecer e amar-se de dentro para fora, pois, como sintetizou magistralmente o mestre , “De nada terá valido o Cristo ter nascido em Belém se não nascer também em nossos corações”.

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