domingo, 22 de novembro de 2015
Nesta era de aquário, tão mística, estamos menos voltados para o racional. Vivemos a época em que os jovens - vindos com a contracultura, com seu auge nos anos 60 -, tomaram todos os espaços públicos e mídias. Dos festivais para cá, inventamos o momento de ouro da existência: o instante da juventude. São os adultos que constroem a infância como sendo boa e a adolescência como particularmente interessante, "a fantasia dos tempos mágicos, bons de se viver". Os adultos colocam o "tesouro da juventude", como um desejo que voltar no tempo para viver a junção "cabeça madura e corpo juvenil". Ainda que comece a surgir um mercado para os idosos e sua valorização em alguns segmentos e países, queremos a utopia da fonte de juventude. Paradoxo: falta esperança e se prolonga a vida Ao mesmo tempo, parece que temos a consciência de que somos a "última geração", somos sem esperança, pois não acreditamos que as próximas gerações viverão melhor do que nós Temos a "certeza" de que o trânsito não diminuirá e o emprego não aumentará. Diante de um cenário tão pessimista, contraditoriamente, não aceitamos a morte. Achamos que tudo pode ser resolvido, que a ciência e a tecnologia terão a solução. Acreditamos que podemos mudar o envelhecimento. Vivemos os mitos de Prometeu, de Sibila, de Peter Pan e de Dorian Gray, entre tantos outros da cultura do efêmero, em que tudo é descartável e aparente.
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